Devido a problemas
sérios com a falta d’água e má qualidade do terreno,
haviam dúvidas quanto ao futuro do convento naquele lugar. Por isso,
as irmãs começaram a procurar um outro local adequado para a transferência
da fundação, apesar da reação contrária da
população e dos próprios monges. Uma das tentativas foi
na fazenda Cabonha, no Estado da Bahia, diocese de Salvador, oferta da proprietária,
Sra. Leocádia de Martins Catarino, em 1956. O Abade Geral, Sighard Kleiner,
juntamente com Antônio Moser, abade de Jequitibá, visitaram o local
e consideraram-no adaptado para o convento. Em vista disso, sugeriram a mudança
de todo o convento de Ribeirão para Cabonha. Todavia, apenas duas irmãs
foram enviadas em 4 de janeiro de 1957 para iniciarem os trabalhos no novo local.
Esse agradou-lhes e por isso, pediram a A. Merkle apoio financeiro e o transporte
do convento de Ribeirão para Cabonha. Todavia, Merkle respondeu negativamente
e enviou a Ir. Cecília para analisar o projeto, a qual, ao retornar informou
a D. Atanásio e às demais irmãs, que o projeto era ideal
para um convento de 100 monges, mas não para poucas e fracas mulheres
. Com isso, decidiram permanecer onde estavam, como também D. Atanásio
e o convento de Ribeirão elegeram Irmã Cecília como Prioresa,
ato ratificado pela abadessa Caritas, enquanto a Irmã M. Emmanuela, que
era Prioresa, permaneceu em Cabonha.
Contudo, o projeto na Fazenda Cabonha não foi abandonado, pois, agradava
ao Abade Geral, o qual em acordo com a abadessa Caritas resolveram enviar para
esse projeto, outras quatro irmãs, sendo duas de Oberschönenfeld
e duas de Ribeirão. Assim, parecia que o problema estava sanado, com
a alternativa de duas fundações simultâneas. A Santa Sé
confirmou a nova fundação já com a faculdade de ser casa
de noviciado, através da SCR, com o Rescriptum 8212/57, de 22 de junho
de 1957 . Infelizmente, houve problemas nas relações entre a proprietária
fundadora e as irmãs com Antônio Moser, o que obrigou a abadessa
Caritas a uma nova visita a Cabonha, em 1958. A abadessa voltou para a Alemanha
com grande esperança, porém, pouco tempo depois, em fevereiro
de 1959, as relações pioraram e o projeto foi desfeito . Foi supresso
oficialmente pela Cúria da Ordem, em 20 de julho 1961 .
Na continuação da busca de um local adequado, obtiveram o convite
e a doação de um terreno – com a condição
de criarem uma escola profissional e um escola infantil – através
do prefeito de Itararé, Estado de São Paulo, distante 60 km de
Ribeirão, onde, após a visita ao local, que agradou às
irmas , foi lançada a pedra fundamental em 18 de março de 1962
. A comunidade transferiu-se definitivamente para Itararé no ano de 1964
, depois de muitos sacrifícios e de uma grande confiança na divina
providência para a conclusão da primeira etapa da construção
do mosteiro.
O pedido de transferência à Santa Sé foi feito pelo Abade
Geral em 23 de novembro de 1964, a qual foi concedida após 3 dias através
da SCR .
No ano seguinte, em 21 de março de 1965, esse mosteiro tornou-se independente
quando foi elevado a Priorado sui iuris , através do decreto do Abade
Geral, Sighard Kleiner, dado no mosteiro de Oberschönenfeld, vulgo Populeto,
no dia 22 de maio de 1965.
O Conselho dos Definidores da Ordem, reunido de 16 de novembro a 2 de dezembro
de 1967 aprovou a elevação do mosteiro à Abadia , após
o que, Kleiner encaminhou o devido pedido à Santa Sé, em 5 de
fevereiro, já tendo em mãos o concenso do Bispo de Sorocaba. No
dia 07 de fevereiro de 1968, a ereção à Abadia foi confirmada
pela Santa Sé, com o Rescriptum 12509/68, da SCR .
A abadia de Itararé teve um bom afluxo de vocações nas
duas primeiras décadas, de tal forma que, no seu décimo quinto
ano de existência, desde a fundação, já tinha feito
duas fundações: Monte Castelo, em 1973 e Campo Grande, em 1976
.
